Centro de Oncologia da Rede D’Or - Edição 17 - Hospital Copa D'Or | Copacabana

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Centro de Oncologia da Rede D’Or
Revista Sua Saúde - Edições de 2011 Edição 17
Em Pauta - Centro de Oncologia da Rede D’Or

Com o aumento da expectativa de vida em todo o mundo, o câncer é uma doença cada vez mais incidente e preocupa não só os pacientes, mas também os especialistas. Segundo relatório da Agência Internacional para Pesquisa em Câncer (IARC), em 30 anos, o impacto global da doença mais do que dobrou. No Brasil, o câncer é hoje a segunda causa de morte e, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), para o ano de 2011, a estimativa é de cerca de 490 mil novos casos da doença.

Há alguns anos a Rede D’Or vem planejando a criação de um centro especializado para combater de forma ainda mais eficiente essa ameaça; uma estrutura que alcançasse um novo patamar em termos de excelência em diagnóstico e tratamento do câncer. Esse desejo se concretizou no final do mês de junho deste ano. O Centro de Oncologia D’Or, localizado em um prédio anexo ao Hospital Quinta D’Or, no bairro de São Cristóvão, foi inaugurado como um projeto pioneiro na rede privada de saúde do Rio de Janeiro.

O novo espaço pretende diminuir o tempo entre o diagnóstico e o tratamento das doenças oncológicas, um dos períodos mais angustiantes para os pacientes, e mais: oferecer todos os tipos de tratamento para os que sofrem desse mal. Com esse foco, uma estrutura ambulatorial de Oncologia Clínica está associada a um arsenal de equipamentos diagnósticos de última geração, como
tomografia computadorizada, ressonância magnética e serviço de Hemodinâmica.

Pensando no conforto e comodidade do paciente, a Unidade de Quimioterapia do Centro também conta com inovações para, além de restabelecer a saúde, proporcionar bem-estar durante o tratamento, como explica o médico responsável pela área de Oncologia Clínica, Dr. Alexandre Palladino:

- O serviço se distingue dos demais existentes na cidade em termos de comodidade e infraestrutura. O paciente que precisa realizar quimioterapia, por exemplo, dispõe de espaço com box privativo, com local para um acompanhante, TV de plasma, DVD e acesso Wi-Fi à Internet. O grande destaque, porém, fica por conta do serviço de Radioterapia e Radiocirurgia, que oferece alta tecnologia
e ainda mais precisão nos procedimentos. O Centro é o primeiro espaço no Estado e o segundo no país a dispor do Novalis 6D Classic™, equipamento guiado por imagem e que permite estender o grau de precisão e eficiência já aplicada à região craniana para diversas áreas do corpo. O aparelho é indicado para tumores iniciais ou metástases, além de doenças benignas, como alguns
tumores e malformações vasculares, e permite que o paciente volte às suas atividades normais, muitas vezes, no mesmo dia.

Outros diferenciais importantes são os investimentos em pesquisa, na multidisciplinaridade e formação da equipe, que conta não apenas com psicólogos, nutricionistas e oncologistas gerais, mas também com médicos de áreas específicas da Oncologia, como sublinha o Dr. Palladino:

- Os psicólogos e nutricionistas acompanham os pacientes e familiares durante todo o processo e os oncologistas especializados em tipos de tumores específicos agregam uma segunda opinião a quadros complexos, avaliando caso a caso. Nos orgulhamos em ter uma atuação consistente em pesquisa clínica, em parceria com o Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino, o que demonstra um aprimoramento contínuo da equipe e das condutas médicas aplicadas.

- Radioterapia e Radiocirurgia de última geração -
O serviço de Radioterapia e Radiocirurgia foi o primeiro a ser implementado no Centro de Oncologia da Rede D’Or. Com capacidade para atender até 70 pacientes por dia, o local oferece padrões de alta tecnologia e ainda mais precisão nos procedimentos.
Ocupando dois andares, com uma área construída de 700 metros quadrados, a estrutura conta com uma equipe de 30 profissionais, entre médicos, físicos, enfermeiros e técnicos, três consultórios e uma sala de planejamento, onde os especialistas analisam qual a melhor forma de tratamento radioterápico para cada pessoa.

Destinada inicialmente a procedimentos não-invasivos no cérebro, a Radiocirurgia é uma técnica precisa usada pra destruir tumores por meio de feixes de radiação de alta energia focalizada, com eficiência e sem a necessidade de cirurgias abertas. Com o paciente acordado e consciente, os equipamentos mais modernos de Radiocirurgia já são capazes de tratar mesmo órgãos em que a respiração
ou outras estruturas possam movimentar o tumor, como coluna, pulmão, rim, fígado, pâncreas, próstata, cabeça e pescoço.

É o caso do aparelho Novalis 6D Classic™. Ele combina diferentes técnicas de imagem que orientam o dispositivo de modelagem de feixes de alta resolução. Dessa forma, é possível localizar o tumor com precisão submilimétrica, visualizar o alvo em tempo real e tratar lesões de praticamente todo tamanho ou forma em muitas regiões do corpo. “A lesão recebe a quantidade máxima de radiação possível, enquanto o tecido saudável ao redor permanece protegido”, afirma o Dr. Felipe Erlich, radioterapeuta do Centro.

O resultado é a redução ou controle do crescimento de tumores, matando as células cancerosas, ou interferindo em sua capacidade de crescer, com efeitos colaterais mínimos e ampliando as chances de cura.

A nova técnica é realizada sem a necessidade de internação ou anestesia, permitindo que o paciente mantenha praticamente inalterada a sua rotina diária. “Isso com resultados equiparáveis ou até mesmo superiores ao tratamento tradicional, dependendo do tipo, tamanho e localização das lesões”, comenta o Dr. Marcello Reis, neurocirurgião da equipe.

Além disso, com tamanho grau de exatidão, podem ser administradas doses mais altas de radiação, o que significa períodos de tratamento mais curtos. O Dr. Erlich acrescenta ainda que, para certos pacientes, a tecnologia é uma nova esperança.
“Alguns tumores são considerados inoperáveis pelos métodos convencionais e, em determinados casos, a cirurgia aberta pode oferecer um risco muito alto”.

A médica radioterapeuta do Centro, Dra. Juliana Panichella, destaca também o aparelho Clinac- -IX™, que possibilita o tratamento de tumores superficiais e profundos com menores taxas de toxicidade. ¨O equipamento possui diversos acessórios que permitem o uso de múltiplas técnicas de tratamento.  Com isso é possível moldar a forma e até a intensidade da radiação, evitando que áreas não afetadas pelo tumor sejam atingidas diminuindo a toxicidade do tratamento.¨, afirma a especialista.

O radiologista Felipe Erlich explica ainda que os dois equipamentos possuem a mesma precisão no tratamento do câncer, sendo a área de atuação e indicação as principais diferenças. Enquanto o Novalis atua em tumores menores ou em estágios iniciais, o Clinac-IX é capaz de combater tumores em etapas um pouco mais avançadas. Com os dois, é possível tratar o paciente em qualquer nível da
doença. E, além dos dois equipamentos, o setor também oferece outra opção de tratamento: a Braquiterapia de Baixa Taxa. O procedimento, por meio da implantação de sementes radioativas na próstata do paciente, envolve uma menor chance de complicações, que são comuns em modalidades convencionais de tratamento para o câncer nessa região, como impotência sexual e incontinência
urinária.

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